Proposta de estado · registrada em cartório

Os Correios não precisam ser vendidos.
Precisam ser abertos.

Uma proposta para modernizar a empresa pública que pertence a todo brasileiro — sem privatizar, sem vender patrimônio, sem demitir. Aberta à participação de quem já se movimenta pelo país todos os dias.

República
Federativa
do Brasil
— 2026 —
R$ 8,5 bi
de prejuízo em 2025 — 4º ano seguido no vermelho
-R$ 13,1 bi
patrimônio líquido negativo ao fim de 2025
R$ 12 bi
em crédito tomado com bancos para não quebrar
5.570
municípios em que os Correios são a única presença logística
01 — O problema

Uma empresa que só sabe fazer duas coisas: chegar em todo lugar e perder dinheiro.

Nenhum presidente da estatal, de qualquer governo, entregou lucro nos últimos anos. Venda de imóveis, corte de pessoal, empréstimo bilionário — nada resolveu, porque nenhuma dessas medidas ataca a causa: o modelo de operação logística está obsoleto e caro.

01O custo operacional de deslocamento — frota, combustível, motoristas próprios — é a maior despesa da empresa, e cresce mais rápido que a receita.FONTE: BALANÇOS ECT
02A folha de pagamento segue pesada mesmo após rodadas de demissão voluntária — o PDV aberto em 2026 teve adesão bem abaixo do esperado.FONTE: CNN BRASIL, 2026
03O e-commerce criou concorrentes privados de logística mais leves e mais baratos, sem a obrigação de atender todo o território nacional.
04Ao mesmo tempo, os Correios têm o que nenhum concorrente tem: marca centenária, presença em todos os municípios do país e segurança jurídica sobre correspondência.
02 — A ideia

Transformar quem já está indo de um lugar a outro na força logística dos Correios.

Novos Correios é uma plataforma pública, operada pelos próprios Correios, que conecta quem precisa enviar uma carta ou pacote com quem já vai percorrer aquele trajeto — entre cidades e entre estados. Uma pessoa saindo do Rio para São Paulo pode levar, no mesmo caminho que já faria, um pacote de alguém que precisa de agilidade e paga menos que um frete dedicado.

Transportadoras e empresas também podem se cadastrar. Os funcionários dos Correios continuam empregados — a plataforma reduz o custo do trajeto longo, não o quadro de pessoal. As agências físicas continuam sendo pontos de retirada e entrega para quem preferir não receber com um particular.

O precedente já existe. A Caixa remunera lotéricas para prestar serviço bancário sem manter agência própria em cada esquina. Basta alterar a lei dos Correios para permitir o mesmo tipo de remuneração a pessoas físicas e transportadoras — sem tocar no monopólio de correspondência garantido pelo STF.
Quem enviaPosta o pacote ou carta no app com origem, destino e prazo desejado.
Quem transportaVê ofertas no trajeto que já vai fazer e aceita levar — reduzindo o custo da própria viagem.
CorreiosGarantem rastreio, seguro, mediação e os pontos físicos de retirada — sem custo de frota própria.
03 — Como funciona

Do envio à entrega, em quatro etapas.

01

Cadastro do envio

Remetente informa origem, destino, tamanho e urgência do pacote ou carta no app.

02

Pareamento

O app mostra a oferta a transportadores e pessoas físicas com viagem confirmada naquele trajeto.

03

Coleta e trânsito

Retirada em ponto físico dos Correios ou combinada diretamente; rastreio ativo durante todo o trajeto.

04

Entrega

Destinatário recebe em domicílio ou retira em agência — como preferir.

Central de ação

O app, na prática.

Três telas para ilustrar a proposta — mockups conceituais para orientar o desenvolvimento real do produto.

Novos CorreiosRJ → SP
Pacote · 2kgR$ 24
Rio de Janeiro → São Paulo · entrega em 8h
Envelope · DocumentosR$ 9
Rio de Janeiro → São Paulo · entrega em 8h
Aceitar trajeto e ganhar R$ 33
Tela 1 — Oferta de trajetoQuem vai viajar vê os envios disponíveis na sua rota.
Novos Correios#NC-88213
Postado — Rio de Janeiro08:12
Em trânsito com Carlos M.11:40
Chegou à agência — São Paulo15:05
Aguardando retiradaagora
Retirar na agência mais próxima
Tela 2 — RastreioTransparência total do envio, do carteiro autônomo à agência.
Novos CorreiosAgências
Agência Centro1,2 km
Ponto oficial dos Correios · retirada e postagem
Agência Zona Sul3,4 km
Ponto oficial dos Correios · retirada e postagem
Prefiro retirar em agência
Tela 3 — Rede físicaQuem não quiser receber com um particular usa a estrutura atual dos Correios.
04 — O que não muda

Isto não é o fim do monopólio. É outra coisa.

Há um projeto em tramitação no Congresso (PL 591/21) que transforma os Correios em sociedade de economia mista e abre o mercado postal a empresas privadas, com transição de cinco anos. A proposta aqui é diferente: mantém os Correios 100% públicos e usa a plataforma só para resolver o gargalo de transporte entre cidades.

Natureza jurídica

Continua empresa pública

Sem virar sociedade de economia mista, sem abrir capital, sem risco de venda de controle.

Empregos

Quadro atual mantido

A plataforma reduz custo de frota e trajeto longo — não substitui carteiros nem atendentes de agência.

Monopólio postal

Intacto para correspondência

A exclusividade sobre carta e correspondência agrupada, confirmada pelo STF, não é alterada.

Serviços premium

Sedex e linhas rentáveis seguem como são

Serviços com margem e reconhecimento de marca continuam operados diretamente pelos Correios.

Rede física

Agências continuam relevantes

Cada unidade atual vira também ponto de retirada e postagem para quem não quiser receber com um particular.

O que muda

Só a lei de remuneração

Um ajuste pontual na legislação dos Correios, no mesmo molde que já permite à Caixa remunerar lotéricas.