Uma proposta para modernizar a empresa pública que pertence a todo brasileiro — sem privatizar, sem vender patrimônio, sem demitir. Aberta à participação de quem já se movimenta pelo país todos os dias.
Nenhum presidente da estatal, de qualquer governo, entregou lucro nos últimos anos. Venda de imóveis, corte de pessoal, empréstimo bilionário — nada resolveu, porque nenhuma dessas medidas ataca a causa: o modelo de operação logística está obsoleto e caro.
Novos Correios é uma plataforma pública, operada pelos próprios Correios, que conecta quem precisa enviar uma carta ou pacote com quem já vai percorrer aquele trajeto — entre cidades e entre estados. Uma pessoa saindo do Rio para São Paulo pode levar, no mesmo caminho que já faria, um pacote de alguém que precisa de agilidade e paga menos que um frete dedicado.
Transportadoras e empresas também podem se cadastrar. Os funcionários dos Correios continuam empregados — a plataforma reduz o custo do trajeto longo, não o quadro de pessoal. As agências físicas continuam sendo pontos de retirada e entrega para quem preferir não receber com um particular.
Remetente informa origem, destino, tamanho e urgência do pacote ou carta no app.
O app mostra a oferta a transportadores e pessoas físicas com viagem confirmada naquele trajeto.
Retirada em ponto físico dos Correios ou combinada diretamente; rastreio ativo durante todo o trajeto.
Destinatário recebe em domicílio ou retira em agência — como preferir.
Três telas para ilustrar a proposta — mockups conceituais para orientar o desenvolvimento real do produto.
Há um projeto em tramitação no Congresso (PL 591/21) que transforma os Correios em sociedade de economia mista e abre o mercado postal a empresas privadas, com transição de cinco anos. A proposta aqui é diferente: mantém os Correios 100% públicos e usa a plataforma só para resolver o gargalo de transporte entre cidades.
Sem virar sociedade de economia mista, sem abrir capital, sem risco de venda de controle.
A plataforma reduz custo de frota e trajeto longo — não substitui carteiros nem atendentes de agência.
A exclusividade sobre carta e correspondência agrupada, confirmada pelo STF, não é alterada.
Serviços com margem e reconhecimento de marca continuam operados diretamente pelos Correios.
Cada unidade atual vira também ponto de retirada e postagem para quem não quiser receber com um particular.
Um ajuste pontual na legislação dos Correios, no mesmo molde que já permite à Caixa remunerar lotéricas.